Saúde, direitos, mulheres e compromisso com o Rio de Janeiro
Carreira na Enfermagem

Antes do mandato, veio o cuidado.

Rejane de Almeida construiu sua vida pública a partir da Enfermagem: formação na UFRJ, trabalho no serviço público, liderança sindical, defesa do SUS e participação na reconstrução do Coren-RJ.

1982–1986Graduação em Enfermagem — UFRJ
1989–1991Chefe de Enfermagem — Prefeitura do Rio
1999–2006Presidência do Sindicato dos Enfermeiros-RJ
2008–2009Presidência do Coren-RJ
Formação e início profissional

Da Escola Anna Nery ao serviço público

A trajetória profissional de Rejane começa no início dos anos 1980 e já combina formação técnica, participação estudantil e compromisso com a universidade pública.

1982

Entrada na Escola de Enfermagem Anna Nery

Ingressou no curso de Enfermagem da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante a graduação, participou da organização estudantil e de mobilizações em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade.

Fonte: ALERJ e Câmara dos Deputados
1986

Formação em Enfermagem

Concluiu a graduação em Enfermagem pela UFRJ. A Câmara dos Deputados registra oficialmente a formação superior em Enfermagem entre 1982 e 1986.

Fonte: Câmara dos Deputados
Anos 1980

Assistência, serviço público e organização profissional

Desde o início da vida profissional, conciliou o trabalho como enfermeira com a organização da categoria. Pesquisa histórica sobre sua trajetória registra atuação como enfermeira concursada nos municípios do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias.

Fonte: pesquisa histórica apresentada à ABRADHENF
1989–1991

Chefia de Enfermagem na Prefeitura do Rio

Exerceu a função de Chefe de Enfermagem na Prefeitura do Rio de Janeiro, experiência de gestão que aprofundou seu contato com o funcionamento da rede pública e com as condições de trabalho das equipes de saúde.

Fonte: Câmara dos Deputados
Da assistência à luta sindical

Organizar a categoria também virou parte do trabalho.

Rejane passou a atuar na representação profissional ainda no começo da carreira. Antes de presidir o Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro, integrou sua direção e exerceu funções de negociação coletiva.

Em 1999, assumiu a presidência do sindicato em um contexto especialmente difícil para a Enfermagem fluminense. A Câmara dos Deputados registra sua presidência entre 1999 e 2006; pesquisa histórica sobre sua trajetória aponta que ela foi eleita presidente da entidade em 2002.

1999–2006Presidência do Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro
O que essa fase consolidou
  • Defesa de melhores condições de trabalho e remuneração;
  • Negociação coletiva e representação dos profissionais;
  • Mobilização em defesa do SUS;
  • Fortalecimento da identidade política da Enfermagem.
Contexto histórico no SindEnf-RJ ↗
2008–2009

Reconstrução do Coren-RJ

Em 2008, Rejane integrou a Junta Interventora criada para reorganizar o Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro e presidiu o Coren-RJ durante a fase inicial da reconstrução institucional.

16 mesesà frente do Coren-RJ durante a Junta Interventora, segundo registro histórico do próprio Conselho.
−31%foi a redução inicial de anuidades e multas articulada pela Junta junto ao Cofen, segundo o Coren-RJ.
2009o processo de reorganização avançou para um plenário ampliado e para a retomada democrática da instituição.

O Coren-RJ descreve esse período como uma etapa de reconstrução, transparência e recuperação da representação profissional após anos de graves irregularidades na autarquia.

Ver registro histórico do Coren-RJ ↗
Enfermagem no Parlamento

A profissão continuou no centro da atuação política.

Quando chegou à ALERJ e, depois, à Câmara dos Deputados, Rejane levou para o Parlamento pautas construídas ao longo da carreira de enfermeira e da representação da categoria.

01

Piso e jornada de 30 horas

Em 2019, uma emenda de autoria de Rejane garantiu que o piso regional da Enfermagem no Rio fosse calculado com referência a 30 horas semanais. A Lei 8.315/2019 foi posteriormente mantida pela Justiça.

Fonte: Cofen ↗
02

Prêmio Anna Nery da Saúde

Durante o primeiro mandato estadual, instituiu o prêmio que reconhece profissionais e personalidades com contribuição relevante à Saúde e à Enfermagem no Estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Coren-RJ ↗
03

Representação e diversidade

Em 2019, participou da fundação do Coletivo Negro da Enfermagem Fluminense (CONEGREN), associando valorização profissional, saúde da população negra e combate às desigualdades.

Fonte: pesquisa histórica ↗
04

Atuação federal

Na Câmara, segue priorizando a categoria e o SUS. Entre as iniciativas recentes estão propostas sobre home care, prescrição por enfermeiros, estrutura da Estratégia Saúde da Família e fiscalização dos repasses do piso nacional.

Ver projetos federais →
Uma identidade que permanece

“Enfermeira Rejane” não é apenas um nome político.

É a síntese de uma trajetória profissional que começou na formação, passou pela assistência, pela gestão, pelo sindicato e pelo conselho de classe — e que segue orientando sua atuação pública.

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